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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Três búzios da praia... ou não

O búzio de Luísa Ducla Soares

Pus um búzio da praia
na concha do meu ouvido.
Logo ouvi o mar chamar
muito longe, num gemido.

Ó mar, ó mar…

Peguei num búzio das águas
pousado ali na areia.
Ela guardava a canção
secreta de uma sereia.

Ó mar, ó mar…

É só um búzio das ondas,
todos o julgam vazio-
Mas eu viajo lá dentro
num sonho feito navio.

Ó mar, ó mar…


A voz do Búzio de Maria Isabel Mendonça Soares

Eu trouxe da praia
Um búzio bonito
Que tem um segredo
Em que eu acredito

Lá dentro escondido
Alguém a chamar…
Ponho-o ao ouvido
Escuto a voz do mar

O mar e o sol
E a praia inteira
Guardados num búzio
Na minha algibeira



O Búzio de Cós de Sophia de Mello Breyner Andresen

Este búzio não o encontrei eu própria numa praia
Mas na mediterrânica noite azul e preta
Comprei-o em Cós numa venda junto ao cais
Rente aos mastros baloiçantes dos navios
E comigo trouxe o ressoar dos temporais

Porém nele não oiço
Nem o barulho de Cós nem o de Egina
Mas sim o cântico da longa e vasta praia
Atlântica e sagrada
Onde para sempre a minha alma foi criada


sexta-feira, 31 de julho de 2015

Livros velhos, metas novas...

Durante o mês de julho, a Biblioteca Escolar foi alvo de arrumações,  restauros, atualização e revisão do fundo documental e tratamento informático de documentos novos e antigos.
Revelamos, então, alguns "achados", livros antigos de autores consagrados que recentemente foram incluídos nas leituras recomendadas pelas metas curriculares de Português e que existem na Biblioteca Escolar:
 
  • Uma Flor Chamada Maria
  • Alves Redol (1911-1969)
  • Publicações Europa-América, 1969
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  • Histórias do Arco da Velha
  • António Botto (1897-1959)
  • Editorial Minerva, 1942
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  • Contos Gregos
  • António Sérgio (1883-1969)
  • Sá da Costa Editora, 1978 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Hélia Correia - Prémio Camões 2015

A escritora Hélia Correia foi distinguida com o Prémio Camões 2015, o maior prémio de Literatura em Língua Portuguesa.
A obra da escritora abarca livros de ficção, poesia e teatro. Destaca-se "Vinte Graus e outros contos", com que ganhou, já este ano, o Prémio Camilo Castelo Branco.
 
 
Em breve, alguns títulos poderão ser requisitados na Biblioteca Escolar.
 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Luísa Dacosta

"Não consigo imaginar a minha vida sem livros."


Luísa Dacosta (1927 - 2015) foi professora e escritora. Escreveu livros para adultos e para crianças. Falou da condição da mulher, das alegrias e das dores humanas. Acreditava no poder da linguagem literária para transformar o coração do leitor.
 
Sobre a língua portuguesa declarou numa entrevista em 2011: "Somos a língua onde o tempo corre mais devagar. Porque os outros só têm presente, passado e futuro. Nós temos presente, passado, mais-que-perfeito, imperfeito... e além disso posso dizer: "Quando eu for grande, sou médico." Dá o presente e dá o futuro. Somos uma língua riquíssima para dar emoções e paixões."
 
 
Na Biblioteca Escolar podes ler entre outros:
 

 
Boas leituras!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

1º de dezembro, Dia da Restauração

 
Dá-se o nome de Restauração ao regresso de Portugal à sua completa independência em relação a Castela em 1640, depois de sessenta anos em que as coroas dos dois países couberam a Filipe II, Filipe III e Filipe IV de Castela.
No dia 1 de dezembro, um grupo designado de Os Quarenta Conjurados, entrou no palácio onde viviam os governadores, prenderam toda a gente e atiraram pela janela Miguel de Vasconcelos, que todos odiavam porque o consideravam um traidor.
Foi então instaurada a 4ª dinastia portuguesa - a de Bragança - sendo aclamado D. João IV.
 
Para saber mais...
 
 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Rumo a África com Mia Couto


 
 
Nos dias 12 e 13 de novembro, as turmas 8ºA e 8ºB estiveram na BE para uma sessão de apresentação do escritor moçambicano Mia Couto, galardoado com o Prémio Camões 2013, conduzida pela professora Francelina Freire.
Considerado um dos mais importantes escritores de língua portuguesa, Mia Couto publicou romances, crónicas, livros de contos e poesia onde, numa escrita única, original e inovadora, descreve a sua terra e as suas gentes, todo o drama da vida em Moçambique após a independência, a natureza humana e as suas raízes.
Destaca-se, então, a sua exímia habilidade para contar histórias e reinventar palavras, numa linguagem rica e fértil em neologismos, uma nova maneira de falar - ou "falinventar" - português.
 
 
 
 
 
 
Neste livro, Mia Couto tece pequenas fábulas e registos que, sem narrar grandes acontecimentos, capturam os momentos íntimos de um Moçambique renascendo de trinta anos de guerra.

sábado, 8 de novembro de 2014

Quem é António Mota?

 
António Mota nasceu em Vilarelho, Ovil, concelho de Baião, em 16 de julho de 1957. Foi professor do Ensino Básico mas tornou-se conhecido como autor de literatura infanto-juvenil.
 
 
 
 
 
 
 
Escreveu em 1979 o seu primeiro livro, A Aldeia das Flores, onde conta a história do dia-a-dia uma bonita e florida aldeia até que, certo dia, resolvem instalar uma fábrica...
 
 
 
 
 
 
 
António Mota recebeu vários prémios, entre eles o Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, em 1990, pelo seu livro Pedro Alecrim, um romance comovente que retrata a vida quotidiana de um jovem de uma aldeia do interior do país nos anos 80 do século XX.
 
 
 
 
Para ler e pensar...
 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Dia Mundial da Alimentação


As couves

 
Couve de Bruxelas

Couve lombarda

Couve-galega

Couve roxa

Couve-flor…

Porque é que nunca houve

ninguém que lhes fizesse

um poema de amor?

                 Herbário
            Jorge Sousa Braga


Sugestões: A alimentação e a literatura


sábado, 11 de outubro de 2014

Prémio Nobel da Literatura 2014


O escritor francês Patrick Modiano, de 69 anos, foi o vencedor do Prémio Nobel da Literatura deste ano "pela arte da memória com a qual evocou os destinos humanos mais inapreensíveis e revelou a vida quotidiana da ocupação".
Os livros do escritor são, na sua maioria, histórias breves, entre o romance e a novela, e evocam questões como a memória, a culpa, e a identidade fraturada da França depois da Segunda Guerra Mundial.
 
Em breve na Biblioteca Escolar.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Novo ano, novos livros

 
 
O livro:
 
O novo romance de José Eduardo Agualusa, "A Rainha Ginga", conta a vida fantástica de Dona Ana de Sousa, a Rainha Ginga (1583-1663), cujo título real em quimbundo, “Ngola”, deu origem ao nome português para aquela região de África.
Esta é a história de uma relação de amor e de combate permanente entre Angola e Portugal, narrada por um padre pernambucano que atravessou o mar e recorda personagens maravilhosos e esquecidos da nossa história – tendo como elemento central a Rainha Ginga e o seu significado cultural, religioso, étnico e sexual para o mundo de hoje.
 
O autor:
 
José Eduardo Agualusa nasceu na cidade do Huambo, em Angola, a 13 de dezembro de 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura em Lisboa. É jornalista. Viveu em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro e Berlim.
José Eduardo é autor dos livros A Conjura (romance, 1988), Prémio Revelação Sonangol, A Feira dos Assombrados (contos, 1992), Estação das Chuvas (romance, 1996), Nação Crioula (romance, 1998), Grande Prémio de Literatura RTP, Fronteiras Perdidas (contos, 1999), Grande Prémio de Conto da APE, A Substância do Amor e Outras Crónicas (crónica, 2000), Estranhões e Bizarrocos, com Henrique Cayatte, (infantil, 2000), Prémio Nacional de Ilustração e Grande Prémio de Literatura para Crianças da Fundação Calouste Gulbenkian, Um Estranho em Goa (romance, 2000), O Ano Que Zumbi Tomou o Rio (romance, 2002), O Homem Que Parecia Um Domingo (contos, 2002), Catálogo de Sombras (contos, 2003) e O Vendedor de Passados (romance, 2004).
As suas obras estão traduzidas para diversas línguas europeias.
 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Leituras de sempre...

Sugestões de leitura de verão:
  • Clássicos da Literatura Portuguesa
 


  • Literatura contemporânea


  • Boas leituras!
    

terça-feira, 22 de julho de 2014

Em tempos de D. Manuel I...

Garcia de Resende
(Évora, 1470 - Évora, 1536)
 
Garcia de Resende foi um poeta, cronista, músico e arquiteto português.
Sabe-se que em 1490 era moço de câmara de D. João II e no ano seguinte, seu moço de escrevaninha ou secretário particular.
Coube-lhe ser designado secretário-tesoureiro da faustosa embaixada de D. Manuel I ao Papa Leão X. Os últimos anos de vida passou-os em Évora, onde era proprietário.
Como muitos homens do renascimento, Garcia de Resende tinha muitas facetas: trovava, tangia, desenhava e julga-se que era entendido em arquitetura militar.
 
Algumas obras:
  • Cancioneiro Geral (1516)
  • Crónica de D. João II (1545) 
  • Miscelânea e variedade de histórias (1554)
Consulta na Biblioteca Escolar:
  • Antologia do Cancioneiro Geral - Ulisseia, 1994
  • D. João II - Coleção Biografias da História de Portugal - Quidnovi, 2004


Cantiga
Senhora, partem tão tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.
[...]
João Roíz de Castelo-Branco
In: Cancioneiro Geral

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sophia de Mello Breyner Andresen


Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu há 10 anos. Hoje foi transladada para o Panteão Nacional. Uma homenagem à mulher, à cidadã, à poeta e... às palavras incomparáveis, sentidas, exigentes que escreveu.
 
Floresta
Entre o terror e a noite caminhei
Não em redor das coisas mas subindo
Através do calor das suas veias
Não em redor das coisas mas morrendo
Transfigurada em tudo quanto amei.
 
Entre o luar e a sombra caminhei:
Era ali a minha alma, cada flor
- cega, secreta e doce como estrelas -
Quando a tocava nela me tornei.
 
E as árvores abriram os seus ramos
Os seus ramos enormes e convexos
E no estranho brilhar dos seus reflexos
Oscilavam sinais, quebrando ecos
Que no silêncio fantástico beijei.
 

sábado, 31 de maio de 2014

Prémio Camões 2014


Alberto da Costa e Silva é um poeta brasileiro, memorialista, ensaísta e historiador especialista em África e foi o escolhido do júri. É ele o Prémio Camões 2014, a distinção mais importante da criação literária em língua portuguesa. A escolha pode constituir uma surpresa mas a decisão foi tomada por unanimidade. Alberto da Costa e Silva, de 83 anos, sucede, assim, ao moçambicano Mia Couto, vencedor do Prémio Camões 2013.

quarta-feira, 26 de março de 2014

À descoberta de Miguel Torga

Antecipando a Semana da Leitura, este ano dedicada à língua portuguesa, a Biblioteca Escolar organizou para os alunos do 7º ano, em articulação com a disciplina de Português, uma sessão intitulada "À descoberta de Miguel Torga" onde se pretendeu mostrar a grandiosidade do homem e da obra. Considerado como o poeta que representa a alma lusitana por excelência, procurou na sua obra, refletir e transmitir a ideia do que é ser genuinamente português.
Assim, para que os alunos contactassem verdadeiramente com o escritor foram passados dois pequenos filmes: o primeiro com uma gravação onde Miguel Torga explica como e onde se inspira para criar as personagens dos seus contos; o segundo contendo dados biográficos importantes como o local onde nasceu, a origem do pseudónimo, entre outros.
 
Os alunos preencheram, então, uma ficha biográfica de acordo com os dados recolhidos numa pesquisa orientada para o tema.
 
Finalmente, foi ainda recomendada a leitura de algumas das obras, nomeadamente as que se encontram aconselhadas no Plano Nacional de Leitura e Metas Curriculares:
 

 

sábado, 8 de março de 2014

Dia Mundial da Mulher

Lídia Jorge - Uma voz feminina na Literatura Portuguesa
 
 
Lídia Jorge é romancista e contista. Nasceu em 1946, no Algarve. Viveu os anos mais conturbados da Guerra Colonial em África. Foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. É professora do ensino secundário e publica regularmente artigos na imprensa.
O tema da mulher é uma preocupação central da obra de Lídia Jorge, como, por exemplo, em "Notícia da Cidade Silvestre" (1984) e "A Costa dos Murmúrios" (1988). "O Dia dos Prodígios" (1979), outro romance de relevo, encerra uma grande capacidade inventiva, retratando o marasmo e a desadaptação de uma pequena aldeia algarvia.
"O Vento Assobiando nas Gruas" (2002) é mais um romance da autora e aborda a relação entre uma mulher branca com um homem africano e o seu comportamento perante uma sociedade de contrastes. Este livro venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 2003.
 
Lídia Jorge acaba de publicar um novo livro "Os Memoráveis". É a sua visão literária sobre o 25 de abril e o processo revolucionário que se seguiu, com os seus milagres e desilusões. Mais do que olhar para o rumo de Portugal nas últimas décadas, a autora defende que o romance aborda a passagem do tempo e o que ele fez em nós.
 
 
Em breve na Biblioteca Escolar.
 
 
 
 
 
 
 
Obras de Lídia Jorge existentes na BE:
  • A Costa dos Murmúrios (1988)
  • O Conto do Nadador (1992)
  • Marido e outros contos (1997)
  • O Vale da Paixão (1998)
  • O Belo Adormecido (2004)
 



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Leitura para jovens


John Green - um escritor surpreendente
 
John Green é autor de vários bestsellers do The New York Times. Recebeu o Michael L. Printz Award e o Edgar Award. Foi por duas vezes finalista do L. A. Times Book Prize. Os seus livros foram traduzidos em mais de vinte línguas. John é também o cocriador, com o seu irmão Hank, do vlogbrothers, uma série de vídeos on-line que já foram visionados mais de 100 milhões de vezes.
Requisita na Biblioteca Escolar:
 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Literatura lusófona


 Vidas Secas de Graciliano Ramos


 Foi há 75 anos que o escritor brasileiro Graciliano Ramos (1892-1953) publicou Vidas Secas, romance que retrata a amarga experiência da vida de uma família sertaneja que, um clima hostil e frequente confronto com quem detém alguma forma de poder, obrigam a deslocar-se permanentemente, numa paisagem agreste, sem nunca conseguir vencer a miséria.
O romance inspirou inúmeros artistas: Portinari pintou a série de telas "Retirantes"; Nelson Pereira dos Santos adaptou o romance ao cinema; Egberto Gisnonti criou uma composição musical.
 
 
 Meu pé de laranja lima de José Mauro de Vasconcelos (1920-1984)
 

 
É a história comovente do menino Zezé, de seis anos de idade, um rapaz pobre, inteligente, sensível e carente.
Com a falta de afeto que não encontra na família, o endiabrado rapaz vai fazendo mil travessuras pelas ruas. Apenas o seu pé de laranja lima o ouve e é seu confidente...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ondjaki - Prémio José Saramago 2013

 

 
 
O escritor angolano Ondjaki foi distinguido, na semana passada, com o Prémio José Saramago 2013 pelo seu romance "Os transparentes".
Neste livro, editado em 2012 pela editora Caminho, "de novo aparece Luanda - a Luanda atual do pós-guerra, das especificidades do seu regime democrático, do progresso, dos grandes negócios, do desenrasca - como pano de fundo de uma história que é um prodígio da imaginação e um retrato social de uma riqueza surpreendente".
 
Ler mais em:
 
 
 
 
 
 
Requisita-o em breve na Biblioteca Escolar.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A aula é nossa...

"O que eu quero principalmente é que vivam felizes"
 
Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto o que eu quis dizer. No sumário, pus assim: "Conversa amena com os rapazes." E pedi, mais do que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus alunos: lealdade.
Lealdade para comigo, e...
lealdade de cada um para cada outro.
Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro:
lealdade ativa que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos  ou a rir só quando temos vontade (...) ou a não ajudar falsamente o companheiro.

[...]
 
Não acabei sem lhes fazer notar que a "a aula é nossa". Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela.
 
                                Sebastião da Gama, Diário
    
 
 
Requisita este livro na Biblioteca Escolar!