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Blogue da Biblioteca - Escola Básica e Secundária Dr. Manuel Ribeiro Ferreira
O eclipse total do Sol foi observado em Portugal no dia 12 de agosto deste ano. O fenómeno começou às 18h33m, atingiu o seu máximo às 19h30m e terminou às 20h23m. Durante cerca de 26 segundos, a Lua ocultou completamente o disco solar numa estreita faixa do nordeste transmontano, proporcionando um espetáculo raro em que o dia se transforma temporariamente em noite. Fora dessa faixa, o eclipse foi parcial com uma ocultação superior a 90% em praticamente todo o território continental.
Assim, a visibilidade verificada foi:
O
último eclipse total do Sol visível a partir do território continental tinha
acontecido em 17 de abril de
1912, pelo que passaram mais de cem anos sem que um
fenómeno semelhante pudesse ser observado. Mais interessante ainda é saber que,
depois de 12 de agosto, o próximo eclipse total
visível em Portugal só ocorrerá em 2144, daqui a 118 anos. Para a esmagadora maioria dos portugueses, esta será
provavelmente a única oportunidade de assistir a um eclipse total durante a
vida.
A RBE divulgou este mês de julho o relatório sobre a iniciativa Camões, Engenho e Arte na sequência das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões.
Este relatório sistematiza o trabalho desenvolvido no âmbito desta comemoração, tendo por base os dados recolhidos junto das escolas, os registos de participação, as evidências públicas disponibilizadas e a informação relativa às ações promovidas ou apoiadas pela RBE.
Constitui-se como uma leitura global da forma como as escolas tornaram Camões presente na leitura, na criação artística, na investigação, na formação docente e na vida das comunidades educativas.
Destaca-se o
balanço final do documento onde se refere:
“O balanço final é, por isso,
claramente positivo. A ação da RBE contribuiu para que Camões fosse trabalhado
nas escolas como autor maior da língua portuguesa, mas também como referência
viva, aberta a novas leituras e capaz de convocar alunos, docentes, bibliotecas
e comunidades. A comemoração deixou evidências de participação, recursos,
práticas e aprendizagens que permanecerão para além do calendário comemorativo.”
Pode ler-se aqui o documento completo.
A escritora Lídia Jorge foi a vencedora do
Prémio Camões 2026, a mais alta distinção literária da língua portuguesa.
Com mais de 40 anos de uma atividade
literária reconhecida pela sua profundidade temática e intervenção cívica,
Lídia Jorge tem contribuído, para a afirmação da língua portuguesa como passaporte
para o diálogo entre culturas, a criação e a transformação.
A decisão do júri foi unânime e reconhece “o diversificado conjunto da sua obra e o grande contributo para o enriquecimento do património literário e cívico-cultural da língua portuguesa”.
O verão começou hoje, 21 de junho, data que coincide com a ocorrência do solstício de verão no
hemisfério norte. Este fenómeno astronómico ocorreu às 09h24
(hora de Portugal continental).
O solstício de verão corresponde ao
momento em que o Sol atinge a sua maior declinação em relação ao Equador
terrestre. Nessa altura, o hemisfério norte encontra-se mais inclinado em
direção ao Sol, recebendo uma maior quantidade de luz solar.
Por essa razão, o dia do solstício é o que
apresenta o maior número de horas de luz do ano no hemisfério norte, enquanto a
noite é a mais curta.
Romancista e contista portuguesa nascida a 18 de
junho de 1946, em Boliqueime, no Algarve. Licenciada em
Filologia Românica e professora do ensino secundário,
ensinou em Angola e Moçambique antes de se fixar
em Lisboa.
Para além de exercer a docência, dedicou-se também à
publicação regular de artigos na imprensa e foi membro da Alta Autoridade para
a Comunicação Social.
Ficcionista, a quem tem sido
apontada a influência do realismo mágico latino-americano, cada romance de
Lídia Jorge é um romance, isto é, introduz a novidade relativamente ao que o
precede, ao nível da construção romanesca, da linguagem e do contexto, pelo que
uma panorâmica sobre a obra ficcional da autora deve acima de tudo destacar a
capacidade de aperfeiçoamento dos materiais narrativos, a sua
adaptação a uma temática sempre renovada, embora inserida numa
tendência ampla para reflexão sobre as várias dimensões do Portugal pré
e pós-revolucionário.
Fonte: https://www.infopedia.pt/artigos/$lidia-jorge
Mais um prémio para a escritora:
Lídia
Jorge foi distinguida com o Prémio Estatal Austríaco de Literatura Europeia deste ano, pelo conjunto da sua obra, anunciou esta
semana o Ministério austríaco da Cultura.
Na declaração do júri, pode ler-se que "a crítica ao colonialismo europeu é um dos temas básicos da literatura de Lídia Jorge, como é a análise da desigualdade social e da pobreza, discriminação contra mulheres, racismo ou a Revolução dos Cravos de 1974".
Na Biblioteca Escolar, da autora, podes ler: