quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Mês Internacional da Biblioteca Escolar - Descobrir a BE

Outubro é o Mês Internacional da Biblioteca Escolar (MIBE), uma celebração anual das bibliotecas escolares em todo o mundo, uma oportunidade para darem a conhecer o trabalho que desenvolvem e mostrarem que não são apenas um serviço, mas um centro nevrálgico vital nas escolas.


E para conhecerem melhor o funcionamento da Biblioteca Escolar, os alunos do 2º ciclo foram convidados a participarem na atividade "Descobrir a Biblioteca" onde deram conta dos diferentes espaços, dos recursos existentes e dos serviços prestados pela equipa - professores e assistentes.


No âmbito da disciplina de Português, os alunos do 5º e 7º anos estiveram na BE para conhecer as novidades editoriais e requisitar livros para ler em casa de modo a praticarem a leitura autónoma. 



Vem à BE e descobre os novos títulos!

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

domingo, 6 de outubro de 2024

Dia Mundial do Animal


O Dia Mundial do Animal é celebrado anualmente a 4 de outubro, data que corresponde ao dia de São Francisco de Assis, o santo padroeiro da ecologia e dos animais. Este dia tem como objetivo chamar a atenção para a condição e bem-estar dos animais.

Esta data foi criada pelo escritor e editor alemão da revista «Homem e Cão» ("Mensch und Hund") Heinrich Zimmermann e celebrado pela primeira vez em 1925. 

 A celebração do Dia Mundial dos Animal une o movimento de bem-estar animal, mobilizando uma força global para tornar o mundo num lugar melhor para todos os animais. É celebrado de formas diferentes em cada país, independentemente da nacionalidade, religião, fé ou ideologia política. 

O tema deste ano é «O mundo também é a casa deles!», pretende recordar que vivemos todos juntos nesta Terra. Quer sejam os animais de estimação que nos fazem sorrir ou a vida selvagem que mantém a natureza em equilíbrio, os animais são uma parte vital do nosso mundo.

No dia 4 de outubro, pessoas de todo o mundo juntam-se para celebrar e garantir que estamos a fazer a nossa parte para os proteger.


sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Novo ano... espaço remodelado.

 


Para dar início ao novo ano letivo, a equipa da Biblioteca Escolar procedeu a uma reorganização do espaço de modo a proporcionar ao seus utilizadores uma área mais funcional, aberta e de acesso fácil às diferentes valências da sala. 



Existe, agora, um novo espaço de novidades, em local bem visível onde os leitores podem selecionar obras sobre assuntos vários, sobretudo novidades para empréstimo domiciliário.

Seguem-se alguns títulos acabados de entrar:

  • Viagem ao país da manhã -  Hermann Hesse
  • O vício dos livros - Afonso Cruz
  • O homem mais feliz do mundo - Eddie Jaku
  • Corações feridos - Colleen Hoover
  • Dinossauro excelentíssimo - José Cardoso Pires
  • O jardim secreto - novela gráfica - Mariah Marsden

  • Heartstopper - volume 1 - Alice Oseman
  • Escrito nas estrelas - Alexandria Bellefleur

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Recordar... NATÁLIA

 

Escritora, dramaturga e poetisa, Natália de Oliveira Correia defendeu que a intervenção política era uma «obrigação dos poetas».

Foi jornalista do Rádio Clube Português e, no final da Segunda Guerra Mundial, apoiou o Movimento de Unidade Democrática (MUD). Depois da Revolução de 25 de Abril de 1974 esteve primeiro ligada ao Partido Socialista (PS), depois ao Partido Popular Democrático (PPD) e, por fim, ao Partido Renovador Democrático (PRD). Foi eleita deputada à Assembleia da República, pelas listas do PPD, de 1979 a 1980 e de 1980 a 1983, e pelo PRD, como independente, de 1987 a 1991.

Além da vasta obra literária que produziu (onde se inclui a letra do Hino dos Açores), Natália Correia tem também o seu nome associado a várias intervenções parlamentares nos campos da cultura, da defesa da Mulher e dos Direitos Humanos.

Natália Correia nasceu a 13 de setembro de 2023.


O poema


O poema não é o canto
que do grilo para a rosa cresce.
O poema é o grilo
é a rosa
e é aquilo que cresce.

É o pensamento que exclui
uma determinação
na fonte donde ele flui
e naquilo que descreve.
O poema é o que no homem
para lá do homem se atreve.

Os acontecimentos são pedras
e a poesia transcendê-las
na já longínqua noção
de descrevê-las.

E essa própria noção é só
uma saudade que se desvanece
na poesia. Pura intenção
de cantar o que não conhece.

Natália Correia, in "Poemas (1955)"


Prioridades para a biblioteca escolar 2024 - 2025

 


quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Nasceu em agosto... Miguel Torga


Miguel Torga é o pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, autor de uma vasta produção literária, largamente reconhecida e traduzida em várias línguas. 

Nasceu em S. Martinho de Anta em 1907, a 12 de agosto. Depois de uma experiência de emigração no Brasil durante a adolescência, cursou Medicina em Coimbra, onde passou a viver e onde veio a falecer em 1995. 

Foi poeta presencista numa primeira fase; a sua obra abordou temas sociais como a justiça e a liberdade, o amor, a angústia da morte, e deixou transparecer uma aliança íntima e permanente entre o homem e a terra. 

Estreou-se com Ansiedade, destacando-se no domínio da poesia com Orfeu Rebelde, Cântico do Homem, bem como através de muitos poemas dispersos pelos dezasseis volumes do seu Diário; na obra de ficção distinguimos A Criação do Mundo, Bichos, Novos Contos da Montanha, entre outros. 

O Diário ocupa um lugar de grande relevo na sua obra. Também como escritor dramático, publicou três obras intituladas Terra Firme, Mar e O Paraíso. 

Recebeu, entre outros, o Prémio Montaigne em 1981, o Prémio Camões em 1989 e o Prémio Vida Literária (atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores) em 1992.

Veio a falecer em Coimbra em 1995.

Algumas obras de Miguel Torga: 



A partir de 2 de setembro, vai à Biblioteca e requisita um livro!


sábado, 10 de agosto de 2024

O mar dos meus olhos

 


O mar dos meus olhos

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma

E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma


Sophia de Mello Breyner Andresen, in Obra Poética